sexta-feira, 12 de junho de 2015

Carta de despedida

Espinho, 12 de junho de 2015
Caríssimos alunos,
Este ano escolar chegou ao fim e, com ele, terminou uma etapa das nossas vidas. Um período repleto de momentos.
Momentos de estudo, de alegrias e desalentos. Momentos de birras, de choros e alentos. Momentos de sono, cansaço e divertimentos. Tudo tivemos! Não faltou nada… nem mesmo a amizade que nos une e que nunca irei esquecer (cada rosto, cada sorriso, cada feitio).
Agradeço a todos a atenção, o empenho e a amizade. É impressionante o que aprendemos enquanto ensinamos!
Neste momento de despedida, quero desejar a todos um GRANDE descanso, votos de boas férias e obrigada por serem mais do que simples alunos!


A vossa professora de Português

terça-feira, 2 de junho de 2015

Poema coletivo

O amor é…
Amor é uma pedra que ilumina,
é o rápido palpitar do coração;
é uma criança que imagina,
é o beijo delicado de um furacão.

É sentido sem sentido;
é o caminho sem destino;
é um delicado assassino;
é um pássaro perdido.

É uma cantiga encantada;
é um sonho esquecido;
é uma causa rasgada.

O Amor assim definido
numa mente tão embriagada,
terá o coração enlouquecido?


A turma do 8ºA

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Texto descritivo

Sinto-me confortável aqui...

O ambiente é ameno e saudável. Tudo à volta é verdejante, com árvores enormes e copas frondosas. Corre um pequeno riacho de águas límpidas e transparentes. Na margem, à minha frente, existe uma cascata cujas águas azuladas e cristalinas caem naquele riacho. O murmurar desta queda de água transporta-me para a magia dos meus mais profundos pensamentos.
Este lugar é uma beleza natural, uma pedra preciosa que ainda não foi descoberta. O verde da vegetação lembra a mais bela esmeralda pela gradação da cor verde. Tudo apela à calma e à serenidade. A pureza da paisagem obriga-nos a repensar os nossos comportamentos e atitudes agressivas para com o ambiente.


Tiago Morais, Nº15

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

O diário

     Hoje foi um dia muito difícil, pois fui com a minha neta à campa do meu falecido marido. Já la vão oito anos e uns meses que me deixou, sozinha no mundo, do dia para a noite, sem deixar recado ou se despedir. Mas consegui ultrapassar com a ajuda da minha da minha filha e neta.
     Logo pela manhã, oito em ponto, o céu ainda a abrir e eu e a Camila estávamos na paragem de autocarro, geladas, com os dentes a bater e o autocarro estava atrasado. Por fim apanhá-mo-lo e fomos direitas ao cemitério. Mas reparei que, para o dia que é, ela estava muito feliz. Desde a entrada até à saída ela esteve sempre distraída com um sorriso estampado na cara.
     Voltamos para casa e ela não parava de sorrir. Parecia que era um dia feliz para ela, enquanto que para mim era um dia de saudade.
     Ela negava, mas ninguém me tirava da ideia de que ela está apaixonada. Daqueles amores à primeira vista dos adolescentes, é normal na idade dela , mas estranho num dia destes.

Rui Andrade, Nº 13